26 de out de 2014

Linfadenite Caseosa ou Mal do Caroço


A Linfadenite Caseosa ou também conhecida como Mal do caroço é uma enfermidade infecto-contagiosa que acomete principalmente caprinos e ovinos.
Sua principal característica é a formação de abscessos  nos linfonodos superficiais e viscerais.


Essa enfermidade causa perdas econômicas consideráveis,devido a perdas da carcaça e a diminuição da produção de carne, leite, lã e/ou pele,etc

Agente Etiológico:


Corynebacterium pseudotuberculosis 

bactéria; bacilo Gram positivo

Resiste até 6 meses à dessecação ao calor de 70º C,em instalações por quatro meses; na madeira por uma semana; no feno por oito semanas e no animal infectado por tempo indeterminado. 



Cadeia Epidemiológica:

Fonte de Infecção: Caprinos e ovinos infectados
Via de eliminação: Secreções Purulentas e fezes
Via de Transmissão: Contato direto (Animal com animal)
                                  Contato Indireto - Por ambiente contaminado,fômites (utensílios que podem veicular o agente etiológico) e transmissão via aerógena.
Porta de Entrada: Mucosas (oral,nasal,ocular) ou pele
Hospedeiro Susceptível: Ovinos,Caprinos e Seres Humanos (Nós também podemos nos contaminar,por isso é necessário cuidado ao lidar com o rompimento de abscessos)

Patogenia: 

A C. pseudotuberculosis penetra no organismo e cai na corrente sanguínea,se alojando,principalmente,no fígado,trato respiratório,no trato urogenital,pulmão,entre outros órgãos.Aumenta em número e forma abscessos internos e/ou externos.

Sinais Clínicos:

Externa- Atinge os linfonodos superficiais


Interna-Atinge órgãos (pulmão, fígado, baço, rins, útero, etc) e linfonodos internos


Os linfonodos afetados apresentam-se inicialmente aumentados de volume, firmes e sensíveis à palpação. À medida que a doença evolui esses abscessos localizados nos linfonodos tornam-se flutuantes, contendo pus de consistência caseosa, coloração amarelo-esverdeado e são envolvidos por uma cápsula fibrosa. Pode ocorrer queda de pelo ou lã na parte central da lesão.

Os principais linfonodos superficiais afetados em caprinos e ovinos são:

- pré-escapulares,(d)
- retrofarígeo,(b)
- parotídeo,(a)
- sub-mandibular,(c)
- pré-femoral,(e)
- supramamários,
- poplíteos.(f)




Tratamento:

O uso de antibióticos é inviável e ineficiente,devido à presença da cápsula fibrosa que envolve o abscesso.
A técnica mais usada então é a remoção cirúrgica do abscesso: nesse procedimento, o abscesso é retirado inteiro, inclusive com a cápsula fibrosa que o envolve. O principal objetivo desse procedimento é evitar a contaminação ambiental.
Os seguintes passos são recomendados:

1. Identificar o abscesso maduro (indicado pela queda de pelos)
2.Tricotomia no local
3.Desinfecção com solução de álcool iodado (iodo 10% e álcool a 70%)
4.Incisão na região inferior do abscesso e drenagem da secreção purulenta,lembrando-se sempre do cuidado de coloca-la em um em saco plástico ou em um recipiente isolado e queimar.
5.Aplique uma solução de iodo a 10% na região interna e externa do abscesso
6.Em casos de abscessos grandes,coloca-se gaze com iodo dentro,por 24 h.
7.Retira-se a gaze e aplica repelente ao redor da lesão,com o objetivo de evitar bicheiras.


Prevenção : Vacinas


A vacina produzida pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), contendo a bactéria C. pseudotuberculosis viva atenuada, foi licenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no ano de 2000, para sua produção e comercialização em todo o território nacional brasileiro.

A vacina LINFOVAC é produzida a partir da bactéria viva, atenuada, liofilizada, pelo Laboratório Vencofarma.



A vacina BIODECTIN® é produzida pela Fort Dodge, foi licenciada no Ministério da Agricultura 1999 (nº 6746). Esta vacina é utilizada para a prevenção das enfermidades:

- Linfadenite Caseosa (Corynebacterium pseudotuberculosis);
- Enterotoxemia (Clostridium perfringens Tipo D);
- Carbúnculo Sintomático (Clostridium chauvoei);
- Edema Maligno (Clostridium septicum);
- Hepatite Necrótica (Clostridium novyi Tipo B);
- Tétano (Cl. tetani)
- controle de endo e ectoparasitas (possui moxidectina em sua fórmula).

Medidas para obter a máxima eficiência da vacina:

  • Não vacinar animais com já sinais clínicos da doença
  • As fêmeas gestantes podem ser vacinadas no terço final da gestação para garantir concentração adequada de anticorpos no colostro;
  • Vacinação de cabritos e cordeiros a partir dos dois meses com reforço após 30 dias;
  • Vacinação Anual
Obs.: A vacina não protege 100% do rebanho,porém diminui a quantidade de indivíduos infectados.




Fontes: http://ovinosecaprinos.iepec.com/noticia/linfoadenite-caseosa-mal-do-caroco
            http://www.zoetis.com.pt/node/5401
             Outros.
Imagens: Google.com

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